A quem interessa...

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A quem interessa a redução da maioridade penal? 

 Marca do JornalA sociedade pressiona e também se vê pressionada, mas por quê? E por quem? A criminalidade infanto-juvenil assusta sim, e o medo não é só das vítimas, mas de quem também comete o crime. Não parece, mas é verdade. Muitos podem até afirmar, esses menores não têm medo de nada, sabem que não vão ser punidos. Mas a pergunta é o que eles sabem da vida? O que eles sabem de punição? O que não é ser punido no enten dimento de uma criança de 13 anos e de um adolescente de 16 anos? 

Bem, a diferença neste caso, é que o adolescente de 16 anos já vota. E existe arma pior do que o VOTO nas mãos de um pequeno jovem marginalizado? Eu disse, marginalizado e não marginal. O voto neste caso é sim uma ARMA, que nas mãos dos politizados, dos que estudam e sempre tiveram oportunidades na vida, ainda é um risco para a nossa sociedade, imagina nas mãos daqueles que vivem à margem dela, e nem sequer sabe quais são os candidatos, quais as propostas, quais os cargos e que direitos mesmo eles têm ao manusear tal arma.

É preciso mais do que pensar, discutir, opinar (contra ou a favor) e votar a “toque de caixa” propostas alheias ao conhecimento da causa, que ao contrário do que muitos pensam o confortável da decisão, não é benefício para a nação. Grandes conquistas exigem grandes lutas, e a maioria do país não quer lutar, prefere o conforto das leis, o policiamento, o cárcere, o linchamento, e na pior das decisões “o olho por olho e dente por dente”, e a pena de morte que o país não adota, mas a sociedade contempla, aplicando-a à revelia das instituições. 

A quem interessa tal propósito? Reduzir ou não reduzir a maioridade penal? O Congresso avalia friamente a decisão que na pior das hipóteses seria apenas perder alguns votos do eleitor de 16, mas ganharia mais na frente uma legião de devotados que puniria uns em detrimento de outros, venceria a legalidade e condenaria à tortura e a um futuro incerto a infância brasileira, sim, infância, que lamentavelmente aprende a “brincar” com armas de fogo, induzidas pela má educação do estado e o consumo alienável da indústria de brinquedos. 

O que pensar? O que dizer? Mais do que opiniões alheias ao assunto, e mais do que partidarismo comovente para agradar a sociedade, precisamos de EDUCAÇÃO, mas não de uma educação instrutiva e punitiva, vexatória e condenatória, feito rebanhos em currais, e se isso fosse solução não existiriam mais crimes. 

A “Pátria Educadora” precisa fazer valer o seu lema, ela precisa existir de fato e de direito, e não apenas servir de gancho para planejamentos burocráticos, distorcidos e falíveis. E a educação, a verdadeira educação, e somente a educação é a porta de entrada da esperança, para que no presente (porque é preciso exercer o tempo presente) e não no futuro, o país ganhe cidadãos decentes e conscientes de seu papel na sociedade, cidadãos de bem. 

Editorial do jornal  A Noticia do Vale 

www.anoticiadovale.com

A Música e Eu

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A MÚSICA E EU

Escritor LuizGosto de música. Gosto de muitos tipos de música e gosto, principalmente, de música clássica. Por isso, vou a concertos, sempre que posso. E lá me sinto em casa, seja aonde for. Assim que o concerto inicia, assim que a música começa  a entrar pelos meus ouvidos e invadir todos os meus sentidos, a preencher a minha alma, penso que deveria ter lápis e papel comigo, no exato momento em que a peça musical está sendo executada, para anotar todas as sensações e emoções que sinto. Seria difícil, é claro, assistir, ouvir a orquestra e anotar, mas lamento não poder registrar cada instante.

Em cada crescendo da música, alguma coisa se avoluma no meu peito e se espalha em ondas de energia por todos os meus órgãos, pelas minhas entranhas, até a extremidade da minha pele. Meu coração parece querer dançar na cadência da divina música. O calor que eu sinto nas palmas das mãos começa a se espalhar, também, e a cadência da música, aquela energia da qual falei acima parece querer causar erupções por toda a minha pele. Já senti isso muitas outras vezes, sinto sempre, a cada orquestra que vejo e ouço, ao vivo, e quisera não perder nenhum detalhe daquele arrebatamento vertiginoso que me faz quase flutuar acima do meu corpo, no enlevo de quantas obras-primas eu tenha o privilégio de ver e ouvir. Minha alma flutua no enlevo, no ritmo da música. E eu sou uma corda vibrando, como se fora um instrumento musical.

Essa vocação para gostar da boa música vem de muito longe, de quando eu era garoto, adolescente, e não ouvia só a Jovem Guarda, ouvia também Strauss, Mozart, Beethoven e outros grandes nomes da música imortal. E me quedava, embevecido, a sentir a energia que cada acorde, cada nota, fazia vibrar todo meu ser. Era até estranho alguém tão novo gostar daquele tipo de música. Mas cresci ouvindo a divina música, paralelamente ao tipo de música da época de que todo jovem gostava.

Hoje tenho um acervo muito grande de música clássica em CDs, em MP3, em smartfones, no Notebook, em pendrives…  A boa música é o melhor relaxante, ao mesmo tempo que é revigorante, nos dá prazer, abastecendo a gente de toda a energia que ela transmite.

A música é a poesia do som e a música clássica é a obra-prima dessa poesia. Quem consegue viver sem ela, sem a boa música?

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 Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 35 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. 
Foi eleito a Personalidade Literária de 2011 pela Academia Catarinense de Letras e Artes e ocupa a cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras. Foi o representante de Santa Catarina no Salão Internacional do Livro de Genebra, em sucessivas edições.
Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 30 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior, como Jornal do Brasil, Diário de Notí­cias, Correio do Povo, Folha de Pernambuco, O Estado, de Fortaleza, A Noticia, Noticias do Dia, Folha de Pernambuco, Roraima em Foco, Folha do Espírito Santo, etc.
 â€“ tem trabalhos publicados na India, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc.

Leia o blog Crônica do Dia, em 
Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Sejamos todos vizinhos

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João Baptista HerkenhoffVizinhança, mais que um conceito espacial, era antigamente um conceito afetivo. Nos meus tempos de criança em Cachoeiro de Itapemirim, todos éramos vizinhos: vizinhos de mais perto ou vizinhos de mais longe, mas todos afinal vizinhos.

Nas cidades do interior, este sentimento de estarem próximos uns dos outros perdura até hoje.

A cidade grande afasta as pessoas. O atropelo da vida, os compromissos, o medo são fatores que dificultam a convivência.

Nos edifícios da cidade grande, os vizinhos às vezes nem sabem o nome uns dos outros, o que não é, felizmente, o caso do edifício onde moro, na Praia da Costa, Vila Velha, ES.

Fui a recente reunião do condomínio com uma ideia na cabeça. Quis logo ver a pauta – condomínio que se preza sempre tem a pauta das reuniões. Fiquei a conjeturar em qual daqueles itens caberia minha intervenção: prestação de contas, rateio de uma despesa extra, melhoria em áreas comuns. Em nada disso se encaixava o que eu tinha a dizer. Vejo então, no final da pauta, o item salvador, onde tudo cabe: assuntos gerais. Espero o desenrolar dos trabalhos e quando o síndico anuncia os “assuntos gerais”, peço a palavra. Proponho então ao grupo que precisávamos fortalecer ainda mais nossos laços de vizinhança. Em abono da tese, começo lendo a crônica “Recado ao Senhor 903”, do inigualável Rubem Braga:

“Vizinho – Quem fala aqui é o vizinho do 1003. Recebi, outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava do barulho em meu apartamento. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Peço-lhe desculpas, prometo silêncio... mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta de outro e dissesse: ´Vizinho, são 3 horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou.´ E o outro respondesse: ´Entra, vizinho, e come do meu pão e bebe do meu vinho!”

Não obstante a veemência com que defendi a “vizinhança amiga”, lembrei-me de uma lição que aprendi do Professor Aylton Rocha Bermudes, quando fui seu aluno no ginásio: “Na argumentação, o gesto tem mais força que a palavra.” Tirei então do bolso um comprimido de Isordil e disse: na iminência de um ataque cardíaco, posso precisar de um comprimido como este debaixo da língua. Nessas circunstâncias, qualquer dos vizinhos pode salvar minha vida.

Através deste texto a ideia salta dos limites do meu condomínio para conhecimento geral, como um apelo a todos os moradores de todos os condomínios: é preciso humanizar a vida na cidade. Salve o vizinho!

João Baptista Herkenhoff é palestrante e escritor. E-mail:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Autor deEncontro do Direito com a Poesia(Rio, GZ Editora, 2012). Ver lista completa dos livros do autor no site:www.palestrantededireito.com.br

SOTE emite nota oficial à população

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SOTEO Hospital SOTE, através do seu fundador, da Diretoria, Sócios e dos Profissionais que estão ao dispor da população, parabenizam o município de JUAZEIRO, e oportunamente, por ocasião da realização da CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE, vem apresentar à comunidade regional, principalmente aos usuários do SUS, à despeito das contradições e lutas, O “SUS QUE DÁ CERTO”, fruto principalmente da dedicação sacerdótica do seu Fundador Roberto Bastos de Alencar e do seu Diretor Médico Roberto Bastos de Alencar Filho, auxiliados pela multidisciplinar equipe de trabalho, com dedicação diuturna às necessidades de saúde dos mais carentes.

São 39 anos de árdua tarefa, persistência e resistência, até então, diante de tantos desafios que são impostos ao segmento de saúde. JUAZEIRO deve se orgulhar por sediar a Unidade de Saúde que mais faz procedimentos cirúrgicos ortopédicos, pelo SUS, no Estado da Bahia: Foram realizados, um quantitativo, médio, de 247 cirurgias por mês, considerando os últimos 30 meses (anos de 2013; 2014 e até junho de 2015).

E agora, para presentear JUAZEIRO, temos a satisfação de informar a Certificação do INSTITUTO VIVER – ROBERTO BASTOS DE ALENCAR no CEBAS Saúde, como Entidade Filantrópica, que facilitará a prestação de serviços à população. O CEBAS é a Certificação de Entidade Beneficente de Assistência à Saúde concedida à instituições que oferecem serviços de saúde, sem fins lucrativos e com multiprofissionais. Desde o ano de 2009, o Instituto Viver, realiza atendimentos via SUS.

Desta forma, nos sentimos orgulhosos e preparados para os próximos desafios, contando com o apoio dos gestores públicos e sociedade civil para a continuidade ampliação das oferta dos serviços, que beneficiará á muitos.

É assim que o SOTE faz saúde, de forma humanizada.

À Diretoria

A cidade

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A Cidade

(entre outras mil, és tu Juazeiro Bahia Brasil)

* Paulo Carvalho (SPO)

Paulo Carvalho 1

Cidade, palco de muitas coisas,

De muitos causos, de autos,

E atos e palavras atadas,

Vetadas, votadas, devotadas!

A cidade revertida, sentida,

Proibida, pedida e perdida

Em despedida, vindas e idas,

De vidas embebidas!

A cidade carnaval, astral, rural,

Plural, cultural, ambiental,

Legal, conceitual, pessoal,

Magistral, teatral e a tal!

Cidade palco, cidade cor,

De amor, dor, resplendor,

Flor, louvor, fervor, calor

De senhora e senhor!

Ah, cidade de sonho, risonho

De Maria, Pedro, José

João e Antônio, e até do véi Mané

E do roceiro Apolônio!

De palco, palanque, andaime,

Tablado, de latas, madeiras, e pontes;

Cidades dentro de cidade, arames,

Lixos e montes aos montes!

Cidade de povo velho, novo,

De cobranças e esperanças,

Que ajuda e maltrata o ambiente

Não limpa; não ama, e não sente!

Cidade com povo e sem povo,

Que às vezes nem parece gente,

Amontoados no lixo de novo

Clara sem gema fora do ovo!

E isso não parece decente

Pois governo só é governo

Com o povo, com a gente,

Senão vira desgoverno e doente!

E a saúde depende dos dois

É como a mistura de feijão e arroz

A clara e a gema em formação

Num mesmo ovo chamado nação!

A cidade é tudo isso, e mais,

A grande necessidade do homem

A guerra, a paz, o alimento, a fome,

E pro turista somente um cartaz!

A cidade do vento, do tempo,

Do passa-tempo, do pensamento.

Do momento exato, concreto,

Abstrato, tato, contato, reto e ereto!

Ah, cidade, de mulheres belas,

Em aquarelas e janelas, e telas,

Os espelhos, os retratos, sem elas,

Parecem feios, como falsas donzelas!

É minha cidade, gritante, amante,

Cantante e cortante, um diamante.

Infante como um rio imponente,

Presente gigante de gente importante!

Cidade de belas paisagens, viagens,

Passagem de pessoas em trânsito,

Cântico de anjos, falanges e mantos,

Igrejas, pecados, santos e virgens!

Na cidade o homem vence e sofre

Ao mesmo tempo, ao mesmo instante.

É um lutador, um herói constante,

Vida e morte, sua alma é sua sorte!