CACHEIA VALE

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Cacheia valeO Cacheia Vale é um movimento que surgiu com o intuito de incentivar as pessoas a enxergarem beleza em si através da aceitação dos cachos.

Atualmente ainda é alarmante o preconceito sofrido pelo público cacheado por parte da população em geral por se referir ao cabelo cacheado / crespo como cabelo “ruim”, aquele que foge ao padrão de beleza imposto como sendo o belo.

Todo esse preconceito herdado por gerações afeta diretamente a auto estima das cacheadas, uma vez que se sentem constrangidas a não assumir os cachos por estarem “fora do padrão”, recorrendo contra os seus instintos ao alisamento para assim se sentirem aceitas pela sociedade.

O movimento prega a aceitação da textura do cabelo estando liso ou cacheado, não havendo obrigação do alisar ou do cachear, mas nos aceitar de verdade do jeito que fomos criados e o que queremos (liso ou cacheado), não cedendo aos desejos da sociedade por constrangimento ou timidez.

O Cacheia Vale tem ajudado um grande número de meninas que estão passando pelo processo de transição capilar (momento bastante difícil para aqueles que decidem passar pelo processo). O grupo tem a visão de que é muito mais fácil e eficaz tentar mudar a forma como você se enxergar do que como os outros te enxergam, apoiando cada pessoa seja homem ou mulher a vencerem a barreira da aceitação da sua beleza.

O Cacheia Vale surgiu no segundo bimestre de 2016 através da fundadora Danyelle Rodrigues, que ao espalhar sua mensagem teve a simpatia de várias meninas das quais seis, tornaram-se organizadoras do movimento trabalhando diretamente com a fundadora aceitando o desafio proposto. Atualmente o movimento além de realizar um grande encontro anual, realiza também vários outros eventos voltados ao público Cacheado.

Escrito por Lucas de Castro Rodrigues, estudante de Direito.

http://www.imgrum.net/user/cacheiavale/3661604538

https://www.facebook.com/cacheiavale

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Tel: 87 9 8829 9773

 

Policial Militar: Lutar ou Morrer?

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professor reginaldoExistirá no trabalho diário contra o crime, na segurança da população e patrimonial, na linha de frente, algum politico, profissional de imprensa, um juiz, um promotor? O coronel, o major, o capitão, e o tenente, se não houvesse sargentos, cabos e soldados teriam grandes dificuldades na linha de frente. Nas favelas, becos, periferia, campos de futebol, festas populares, na guarda dos presídios, nas madrugadas frias ou quentes, quem está na linha de frente?
No Brasil em 2017 temos aproximadamente 202 milhões de habitantes e, aproximadamente, 425,2 mil policiais militares e 117,6 mil policiais civis, ou seja, um PM para cada 473 habitantes e um policial civil para cada 1.790. Em algumas regiões do pais há uma enorme diferença entre o efetivo policial e a população, ou seja, um policial para quantos habitantes? Regiões: Sul 49.430 (1 - 583), Nordeste 109.341 (1 - 510), Sudeste 186.219 (1 - 454), Norte 42.129 (1 - 403), Centro-Oeste 38.129 (1 – 393).
Pode ser que parte dos políticos, da imprensa, muitas sensacionalistas, outras irresponsáveis, acreditem que policiais vivem de brisa. Sabem eles que em serviço essencial não se pode ter greve. Esquecem eles que por detrás das fardas estão homens e mulheres. Na polícia militar 10% e na civil 26,5% são mulheres. Todos sabemos do regime disciplinar, dos riscos e desvalorização constantes que a profissão vem sofrendo nos últimos anos. Quem quer ouvi-los? O que tem sido feito de suas reivindicações?
Em alguns estados policiais militares, como, o Espírito Santo, tem seus familiares na luta por melhorias salariais e condições de trabalho. Dia e noite acampados nas portas dos quartéis procuram dizer aos governantes, a população, que está difícil sobreviver. Vão ao trabalho e não sabem se retornam! Afinal é lutar ou morrer.
No ano de 2016, no Rio de Janeiro, 390 policiais foram baleados, 111 não resistiram. Nesta luta, 363 eram PMs, 22 eram policiais civis, 4 eram policiais rodoviários federais e 1 era policial federal. Destes, 233 estavam de serviço, 132 estavam de folga, 21 eram reformados, 2 eram aposentados e 1 era recruta. Do total, 136 foram atingidos em áreas pacificadas. Na Bahia foram 23 mortos. Os policiais além de lutar para garantir a segurança de todos, ha muito precisam lutar para não morrer.
Sabemos, da cultura militar de mantê-los como reservas das forças armadas, das condições de trabalho, das dificuldades na seleção e formação dos quadros. Do outro lado, apontam, que 3022 pessoas, oito por dia, foram assassinadas por policiais militares (9. Anuário de segurança pública, Folha São Paulo, 03/10/15). Mas, não apontam como se dará a valorização e a garantia das condições de trabalho.
Porque grande parte da população e da mídia teima em não enxergar a triste realidade das condições de trabalho e valorização, em dizer que não podem fazer greve, não podem deixar a população descoberta. Porém, não conseguem explicar porque resta ao Policial Militar: Lutar ou Morrer? 
 
Ao comemorarmos 192 anos de criação da corporação no estado da Bahia, melhor seria que, cada um de seus integrantes fosse recebido em casa com saúde e segurança, ao invés de uma medalha por bravura post mortem.
Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA-UESB 

“memento mori”

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monge2Certa feita num antigo mosteiro, um jovem aluno encontrou seu colega muito transtornado e, vendo-o daquela forma, perguntou: - O que houve? Por que estás assim?

- Este mestre já não me serve mais. Estou farto dele. Seguirei meu caminho sozinho ou com alguém que possa completar meus conhecimentos! Respondeu o colega.

Assustado, apressadamente o jovem aluno foi ao encontro de seu mestre, e o saudando com o sinal da paz, disse: - "memento mori", Mestre! Acabo de ver o colega cheio de fúria. Não o reconheci. Como pode, após tantos anos de ensinamentos??

Retribuindo movimento de paz com as mãos unidas, suavemente, ele respondeu: - "carpe diem", nobre aluno. Há lições na vida que muitos não conseguem entender. O respeito para com a sabedoria é algo que nunca deve ser perdido. Enquanto eu o apoiei, incentivei e estive ao seu lado, sem discordar, fui considerado o exemplo... o admirado... o respeitado. Entretanto, após discordar uma, duas, três vezes das suas atitudes, para ele, tornei-me sem valor, perdendo o reconhecimento, e o respeito por todos ensinamentos ofertados de bom coração. Hoje, sou como uma pedra atrapalhando o caminho de um elefante; como um vento contrário cansando o passarinho na sua jornada ou como a correnteza que exige força dos peixes na piracema. Porém, meu jovem aluno, ele não tem a compreensão de que o elefante leva anos para se tornar grande, ter força para superar os seus obstáculos e ser considerado um dos animais mais inteligentes do mundo; também não compreende que é com a força dos ventos contrários que os pássaros aprendem a enfrentar suas limitações e voar belamente pelo céu; e é com a correnteza, nadando contra o rio, que os peixes executam o exercício necessário para o importante processo de reprodução da sua espécie. Ensinamentos que a natureza nos dá dia após dia.

Ainda assustado com a atitude desrespeitosa do seu colega e percebendo um silêncio que o mestre deixou ao concluir a fala, o jovem aluno o questionou: - Mas, mestre, o senhor irá deixá-lo ir?

- Somos livres para fazer nossas escolhas, meu jovem aluno. Mas, também, somos responsáveis por suas consequências. E eu não posso prendê-lo. Que a vida o ensine a ter sabedoria, e que, principalmente, saiba usá-la. Que ensine a ter paciência, para que possas compreender e respeitar seus mestres; e que aumente a fé, para aceitar os desígnios da natureza. Respondeu o mestre.

Em seguida, o mestre saudou seu aluno, dando por encerrado aquele diálogo. - "Memento mori", jovem aluno.

Unindo as mãos e demonstrando ter absorvido o ensinamento ofertado naquele instante, o jovem aluno respondeu - “carpe diem”, mestre.

 Andando pelos corredores do mosteiro, o jovem aluno viu seu colega com um pequeno punhado de roupas, uma porunga e um pouco de comida num pequeno cesto. Aproximou-se do colega, o olhou nos olhos, disse: - “memento mori... memento mori”.  e afastou-se, permitindo que o colega seguisse seu caminho.

Que o texto seja uma reflexão, pois vivemos diariamente escolhendo caminhos, criando e perdendo oportunidades por não compreender e respeitar os ensinamentos da vida.

“carpe diem!”.

Obs.: As expressões “memento moris” e “carpe diem”, segundo pesquisas, era uma forma de saudação, em latim, de antigos mosteiros. “memento moris” significa "lembre-se de que você vai morrer" e “carpe diem” : “aproveite o dia”; Porunga é um Recipiente para armazenar líquido.

 

Mário Pires: Escritor, compositor e Gestor de Marketing. 

Das Tropicálias

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 - ao movimento do Movimento -

Para poemaE quando ela samba,

Ao som do samba,

Aquele gingado, cadeiras

Que dançam,

Mulatas e brancas,

Favelas, senzalas,

Casa Grande, palácios,

Até das alas: “Oh, abre-alas”.

São elas, rainhas ou plebeias,

Cinderelas e teteias,

São todas, em movimento,

Do Movimento

Das Tropicálias!

E quando ela samba,

E como samba,

Braços abertos,

Soltos no ar,

Protestos festivos,

No salto, no ato,

Nos cabelos a voar,

São mais que passos,

São mais que peitos,

É da moça o jeito,

Faceiro de sambar!

São elas, rainhas ou plebeias,

Cinderelas e teteias,

Estão todas, em movimento,

Do Movimento

Das Tropicálias!

E quando ela samba,

A avenida aplaude,

Se levanta, se alarde,

Seja em escolas ou trios,

O brilho da moça,

Em seus brincos,

Cabelos coloridos,

“Quem te vê, quem te viu”

Não importa a forma,

Nem a cama, nem a fama,

Ela é a rainha, ela é dama,

Do Carnaval do Brasil!

 

* Paulo Carvalho - jornalista, poeta e escritor.

 

 

 

 

 

Editorial - O que pensa o alcaide do futuro?

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2 Marca do Jornal“Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política”. (Ernest Renan)

E como serão as futuras gestões? E as gestões do futuro, como serão? O que existe em comum entre os governos? Perguntas, talvez sem respostas ou com respostas que na verdade não agradam os antigos gestores e nem os atuais. Se pensassem: “não é porque eu achei quebrado que eu vou deixar quebrado” ou “a dívida não é do município, é do gestor”. Bem, se todos pensassem assim, o que seria do povo trabalhador, honesto, e que ainda votou nestes “iluminados”, o que seria deste povo?

Se pensassem, mas nem sempre pensam! E, é claro caros prefeitos que se vocês acharam algo errado, quebrado, roubado, vocês não devem praticar o mesmo, e se de fato, forem honestos e cumpridores das leis, farão justamente o contrário, afinal não foi pra isso que se elegeram? Não foi com o mote da esperança e da mudança que vocês conseguiram chegar onde queriam? Ser prefeitos e prefeitas de seus municípios? Pois então, façam valer as suas verdades, e façam a diferença, não se comportando de maneira igual, principalmente não sendo iguais àqueles que vocês mesmo denunciaram por improbidade administrativa, incompetência, entre outras acusações. Seja diferente no que precisa ser diferente, e tenha compromisso com a verdade. É isso que o povo espera.

O povo não quer saber exatamente o que o alcaide pensa, mas quer e precisa saber quais suas intenções ao chegar ao poder; quer saber de suas atitudes, de sua moral, de sua capacidade de negociação, e principalmente se vai honrar as promessas de palanque, saindo do velho discurso eleitoreiro para a prática. Os municípios do Vale do São Francisco, em quase sua maioria, têm novos prefeitos, eleitos democraticamente, diplomados pela Justiça Eleitoral, e empossados, passando a assumir um mandato de 4 anos; mas muitos destes “prefeitos” estão cheios de compromissos com terceiros, o que provavelmente pode inviabilizar suas futuras administrações.

Políticos, que embora eleitos, ainda devem a terceiros, sejam estes terceiros, pessoas físicas e jurídicas, dificilmente terão liberdade para governar. O que eles pensam sobre isso? Ninguém sabe! Infelizmente as respostas virão em desastrosos serviços públicos de má qualidade; uma folha de pagamento exorbitante, comprometendo em mais de 50% o erário, e pior ainda quando esta folha é paga apenas com a arrecadação municipal. Estes terceiros são os “filhos da política” protegidos pelos apoios partidários, onde os cargos públicos, mais políticos do que técnicos, lotam os gabinetes, assessorias, secretarias e autarquias, para atender a propósitos alheios à administração pública, e consequentemente à revelia de quem mais precisa desses serviços, a população.