Curtas & Boas 15/09

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Depois de anunciar a privatização da Eletrobras, o governo de Michel Temer (PMDB) mira agora na Infraero. Nessa quarta-feira (14), o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella (PR), confirmou que o governo tem a intenção de abrir o capital da estatal aeroportuária. A medida, no entanto, já enfrenta reação. Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), não existem motivos reais para a venda da empresa que, este ano, deve lucrar R$ 400 milhões.

“Estão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro. Não existe nenhum motivo para acabar com uma estatal que é eficiente, uma referência nacional. Uma ação como esta vai gerar ainda uma série de demissões”, afirmou.  A empresa tem hoje mais de 10 mil funcionários.

O senador disse que a abertura do capital da Infraero pode gerar, inclusive, perda na qualidade de serviço. “Temer, o maior chefe de quadrilha que esse país já teve, segue tentando vender o Brasil a preço de banana. Está sendo assim com a Eletrobrás, com a Chesf e até com a Amazônia. Dá para imaginar todas as tramas e negociatas que estão sendo feitas para vender aquilo que nós lutamos tanto para construir. Isto a preço de banana e sem nenhuma garantia de que isso vai gerar algum retorno em relação ao serviço já oferecido”, criticou Humberto.

O senador ainda questionou o modelo econômico do governo de Michel Temer. “É um governo ilegítimo que bate recorde no rombo das contas públicas. Também pudera: só na primeira tentativa de salvar a sua pele no Congresso Nacional ele gastou 15 bilhões de reais para fazer um acordão que o livrasse da primeira denúncia da Procuradoria Geral da República. Imaginem quanto não vai gastar agora. Um governo que oprime os mais pobres, beneficia os mais ricos e quer salvar a sua pele e da sua 'entourage' a qualquer custo, inclusive acabando com o patrimônio dos brasileiros”, afirmou.

Curtas & Boas 08/09

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"Meu filho não é bandido, é doente", disse dona Marluce Quadros Vieira Lima.

Mãe é mãe!

A Polícia Federal ficou mais de duas horas no prédio de Geddel Vieira Lima em Salvador antes de levá-lo preso. Uma das buscas foi na casa da mãe de Geddel, que mora alguns andares abaixo. "Meu filho não é bandido, é doente", disse dona Marluce Quadros Vieira Lima.

A PF chegou ao prédio, em Salvador, no bairro Jardim Apipema, por volta de 5h40, em dois carros. Um vendedor ambulante foi escolhido para subir ao apartamento do ex-ministro como testemunha. Pessoas que andavam na rua gritavam em apoio à PF contra o político: "Vai para a Papuda".

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a decisão que a polícia está em mãos é da 10ª Vara Federal de Brasília, mas ainda está em sigilo. O pedido acontece após a PF ter encontrado na terça (5) R$ 51 milhões em espécie escondidos em caixas e malas em um "bunker" ligado ao peemedebista, também em Salvador

Curtas e Boas 04/09

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Depois de longo silêncio, o ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa volta a tratar de temas nacionais. Disse ao jornal Valor:
1 – Em nenhum país do mundo o presidente continuaria no cargo depois das acusações que Temer sofreu.
2 –Temer deveria ter a honradez de deixar a Presidência.
3 – É favorável às reformas propostas pelo Governo Temer, mas acha grave que sejam conduzidas por um Governo não respaldado pelo voto.
4 – Defende campanhas eleitorais mais curtas, com financiamento público “moderado”.
5 – Lula não deveria ser candidato. “Vai rachar o país ainda mais”.
6 – Não é candidato, mas percebe seu potencial. “Por onde vou as pessoas me abordam. Há potencial, mas não incentivo isso”.
7 – A denúncia contra Michel Temer é muito mais grave que as que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
8 – Um político que elogiou: Paulo Hartung, PMDB, governador do Espírito Santo. “Se eu entrasse nisso (política), iria chamá-lo.
9 – O país foi sequestrado por um bando de políticos inescrupulosos que reduziram as instituições a frangalhos.
10 – Parlamentarismo é, para esses políticos, a maneira de perpetuar-se no poder e se proteger. E já foi rejeitado duas vezes pela população.

Carlos Birchiman-Valor
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O Mministro da Justiça, Torquato Jardim, planeja trocar o comando da Polícia Federal em breve, segundo apurou a Folha. Diretor-geral do órgão desde janeiro de 2011, Leandro Daiello já avisou o governo que quer sair e participa das conversas para encontrar um substituto.

O nome que aparece mais forte no momento é o de Rogério Galloro. Número dois da PF, ele ocupa o cargo de diretor-executivo desde junho de 2013 e tem currículo mais ligado às questões administrativas. A expectativa é que a troca ocorra até o mês de outubro. A decisão, no entanto, ainda passará pelo presidente Michel Temer.

Dos dois lados, ministério e PF, a preocupação é de tentar não passar a imagem de que uma troca no comando da polícia vai ocorrer para abafar grandes operações, em especial a Lava Jato. 

Folha São Paulo
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O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, enviou uma carta a parlamentares na qual defendeu a decisão do governo de privatizar a Eletrobras. Na carta, o ministro relata a atual situação da empresa e afirma que os resultados da "desestatização" da Eletrobras serão "extremamente positivos para todos os consumidores". Ele acrescentou, ainda, que espera debater a proposta no Congresso Nacional.

No último dia 21 de agosto, o governo anunciou que pretende vender parte da participação na Eletrobras para o mercado e, assim, deixar de ter o controle acionário da companhia. Aos parlamentares, o ministro afirmou que todas as dificuldades enfrentadas pela empresa têm exigido aportes financeiros da União, "drenando recursos públicos escassos".

O documento afirma ainda que a atuação da estatal não é mais imprescindível para o setor elétrico e a companhia tem reduzido a participação na expansão da capacidade de geração de energia.

"Nos últimos 15 anos, a Eletrobras participou de apenas 17% da expansão da capacidade instalada de geração e essa taxa vem decrescendo ano a ano", afirmou o ministro na carta.Segundo Fernando Coelho Filho, a empresa tem passivo de cerca de R$ 100 bilhões em ações judiciais, que incluem R$ 20 bilhões em custos de geração de energia elétrica nos sistemas isolados na região Norte (não reconhecidos nas tarifas), além dos custos com a paralisação da obra da usina nuclear Angra 3.

O governo ainda não decidiu a modelagem da privatização da empresa. Na semana passada Fernado Coelho Filho afirmou que o assunto estava em discussão e que será decidido nos próximos dias. Nesta semana, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) divulgou que o processo irá prevê a venda de parte das ações aos empregados e que a União terá "poderes especiais".

Agencia Brasil
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O  presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, que vinha se esforçando para não entrar em confronto com a família Coelho, cujo poder cresceu no Sertão do São Francisco e se espalhou no estado. “Quem estiver dentro e fora do PSB e deseja estar na nossa aliança, já sabe que o nosso candidato majoritário é Paulo Câmara. E quem, de fato, tem esse projeto (de ser candidato a governador) não pode ficar no PSB”, disse Sileno

No PT, a movimentação de Fernando Bezerra foi minimizada pelo senador Humberto Costa, líder da minoria no Senado. Ele disse que não vê possibilidade de aliança com o grupo ligado ao governo Temer e não vê chance, neste momento, de aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), mesmo que Jarbas tenha feito um aceno positivo para uma aliança. “Muita água vai rolar debaixo da ponte”, falou Humberto, ressaltando apenas haver indicativos de que o PT terá candidato ou candidata ao governo, mas sem revelar preferência por qualquer nome.

Diário Pernambuco

Curtas & Boas 02/09

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Performance artística nu reúne 115 pessoas no Museu da República...A foto clicada pelo fotógrafo Kazuo Okubo ocorreu durante evento que teve como objetivo espantar a "caretice da capital".
 
Enquanto os termômetros marcavam 24Cº na capital federal, um grupo de 115 pessoas tirou a roupa e posou nu para o fotógrafo Kazuo Okubo em frente ao Museu da República de Brasília. O evento, que ocorreu durante a manhã deste sábado (02/9), se chama “Fotona” e faz parte da Cena Contemporânea. Segundo os organizadores, o clique rendeu o recorde de maior número de pessoas nuas em uma foto no Distrito Federal.
Responsável pela idealização, concepção e produção do Fotona, Diego Ponce de Leon, 35 anos, conta que o evento tem como objetivo ir de contra o momento de caretice e conservadorismo instalado na capital federal. “Nossa Brasília está se tornando uma cidade dormitório. Ninguém pode cantar, rir ou se divertir durante a noite. Vivemos um monte de lei do silêncio, bares sendo fechados, artistas sendo calados. Queremos mostrar que o concreto de Brasília também é feito de gente, arte e expressão”, garante. 
 
Entre os fotografados, pessoas das mais diversas idades, profissões e moradias. “Tinha gente que nunca havia posado para fotos. Todos ficaram muito emocionados. Escolhemos o Kazuo Okubo devido a representatividade que ele tem fora de Brasília, e o resultado ficou ótimo”, conta. Na última semana, Kazuo completou 58 anos, e conta que a foto foi o melhor presente que poderia receber. “Nem dormi na última noite, estava muito ansioso pois vamos mostrar que Brasília não é apenas política”, conta. 
Segundo o fotógrafo, isso mostra uma cara diferente da capital. “As pessoas vem o corpo como pecado, uma coisa ofensiva. Mas nós nascemos nus nesse planeta e não levamos nada daqui. O corpo é a nossa casa, e tem gente que tem uma grande e pequena, mas não devemos ter vergonha de mostrá-los”. Dentre os fotografados, também estava Maikon K, o performer curitibano foi detido por um policial militar enquanto iniciava uma performance nu no último mês de julho. 
Dessa vez, a polícia ficou de longe, organizando o evento. Segundo Diego, a organização conseguiu autorização da Secretaria de Cultura, Secretaria de Segurança Pública e Paz Social (SSP/DF) e da Vara da Infância e da Juventude para realizar o evento de modo seguro. O acesso foi restrito e supervisionado, garantindo que apenas maiores de idade participem. Toda a área foi cercada por alambrados, com todo segurança provida pela SSP.

Curtas & Boas 21/08

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O cantor e compositor Raimundo Fagner criticou, segundo ele, do formato estrangeiro do programa  “The Voice”, da Globo. Para ele, o reality show é um “veneno para a música brasileira”, que “não estimula a música brasileira porque todo mundo tem de cantar em inglês”. 

Fagner também disse se sentir apunhalado pelo senador Aécio Neves (PSDB), para quem fez diversas campanhas eleitorais, e cobrou do tucano que lhe peça desculpas pessoalmente por ter “pisado na bola”. O artista se refere às acusações de corrupção e lavagem de dinheiro contra o presidente afastado do PSDB na Operação Lava Jato.

Fagner contou que tem uma relação de amizade com o político mineiro e que, por confiar nele desde o início de sua carreira política, sempre “emprestou” seu trabalho a Aécio. “Aécio não apenas me decepcionou, mas foi muito triste. O que eu me envolvi com ele, o que eu acreditei. Para mim, foi uma punhalada. Eu não merecia isso porque emprestei o meu respeito. Aécio me deve desculpas pessoalmente”, declar