Falsa médica é presa pela décima vez atendendo pacientes de forma ilegal

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

falsUma batida policial, feita em agosto, encontrou medicamentos como morfina na casa da falsa médica. Desde então, a polícia investiga a mulher.

Uma falsa médica que insistia em praticar a medicina sem diploma e sem o registro profissional foi presa na noite de quarta-feira (20/12) pela Polícia Civil do Distrito Federal. Renatha Thereza Campos dos Santos, 35 anos, estava em casa, em Taguatinga Norte, quando foi abordada pela polícia. Essa é a décima vez que ela é presa cometendo o mesmo crime. Suas passagens pela polícia iniciaram em 2011.  

Renatha Thereza foi encaminhada à 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte - Ceilândia). Ela havia chegado de viagem de São Paulo e alegou aos agentes da polícia civil que estava em tratamento de câncer. 

Desde agosto, a polícia investiga a atuação da falsa médica. Na época, medicamentos de tarja preta, como morfina, foram apreendidos na residência de Renatha. Novamente, a suspeita assinou o termo circustanciado e foi liberada. O crime é enquadrado no artigo 282 do Código Penal Brasileiro e a pena é de seis meses a dois anos. 

"Ficou bem claro para nós que ela fazia dessas atuações a sua forma de vida. Então, os remédios apreendidos foram encaminhados para a criminalística para avaliação. Como de fato eram de tarja preta, pudemos expedir um novo mandado de prisão, pela aplicação de medicação restrita", explica o delegado Fernando Fernandes, da 19ª DP. 

Ela vai responder pelos crimes de falso exercício da medicina, estelionato e aplicação de medicação de uso restrito. Apenas pelo último crime, Renatha deve pegar de 10 a 15 anos de prisão. A falsa médica foi encaminhada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. 

Golpes

Outra investigação, paralela à da falsa médica foi iniciada. "Acreditamos que ela não agia sozinha, até pela facilidade que ela conseguia os medicamentos, que não são vendidos em famárcia. Ela nos deu dois nomes de servidores da rede pública hospitalar e iremos averiguar a participação deles", informa o delegado Fernando Fernandes

Os atendimentos médicos de Renatha ocorriam nas residência dos clientes e em hospitais das redes públicas e privadas. A falsa médica já se passou como oncologista, dermatologista, ortopedista, ginecologista, embriologista e clínico geral. Nessas atuações, chegou a cobrar R$ 13 mil por tratamento de fertilidade. 

Para que os pacientes não a encontrassem, a acusada mudava constantemente de telefone. Na delegacia, testemunhas prestaram depoimento sobre as ações de Renatha. "Após ela ser presa, chegaram outras denúnicas sobre a Renatha. Uma delas é de que ela fazia vendas fantasmas de cooperativas habitacionias", explica o delegado. Ela cobrava por esses serviços de R$ 2,5 a R$ 5 mil.

Braziliense

TSE aprova calendário e regras para as próximas eleições

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

predio tse brasiliaO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma dezena de resoluções para definir regras e o calendário para as eleições de 2018. De acordo com o que foi deferido, o primeiro turno das eleições ocorrerá no dia 7 de outubro, enquanto o segundo turno está previsto para o dia 28 do mesmo mês. As convenções partidárias, ocasião em que os partidos oficializam a escolha de seus candidatos e decidem suas coligações, devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto. As legendas e coligações terão até o dia 15 de agosto para pedir o registro de seus candidatos.

Segundo as regras aprovadas ontem, a campanha eleitoral será permitida a partir de 16 de agosto. Já a propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão só terá início em 31 de agosto. O calendário fixou o dia 4 de outubro como o último dia permitido para comícios e debates em cadeias de rádio e TV. Em caso de segundo turno, a propaganda eleitoral no rádio e na TV terá início na sexta-feira seguinte à votação.

O Tribunal aprovou resolução que permite a doação eleitoral somente de pessoas físicas, limitadas a 10 por cento de seu rendimento bruto no ano anterior à eleição. A partir de 15 de maio já será permitida a arrecadação prévia a pré-candidatos por meio de financiamento colectivo, o crowdfunding.

Pelas regras, a partir de 1º de janeiro as pesquisas eleitorais terão de ser registradas na Justiça Eleitoral, com prazo mínimo de cinco dias antes de sua divulgação. As resoluções podem ser alteradas até o dia 5 de março, prazo limite previsto em lei.

TSE

Mudança de asilo faz casal prever 1º Natal separado

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Um casal de idosos canadense ficou desolado ao ter de se separar pela primeira em sete décadas, e a uma semana do Natal.

1 audrey e herbert disseram adeus pela primeira vez em 73 anosHerbert Goodine, de 91 anos, foi informado de que teria de deixar a unidade de cuidados médicos continuados onde vivia com sua mulher, Audrey Goodine, de 89, e ir para um asilo que oferece "cuidados mais avançados".O estabelecimento onde moravam no Canadá deu a notícia na sexta-feira e avisou que a mudança deveria ocorrer no fim de semana.

"O plano foi executado e meu pai, transferido. Ele chorou ao se despedir da minha mãe, seus semblantes ficaram solitários", escreveu na segunda-feira Dianne Goodine Phillips, filha do casal, em uma postagem no Facebook.

A história provocou indignação em todo o país e revolta nas redes sociais.

Uma usuária comentou na postagem de Dianne no Facebook: "Me desculpe, mas isso é absolutamente terrível. Como podem fazer isso com eles? Infelizmente, na minha experiência, isso não acaba bem. A mudança é a coisa mais difícil para os idosos, e separá-lo da esposa, com quem está há 70 anos, é criminoso."

No Twitter, Klaus Boer também falou sobre o assunto: "Isso é tão errado... Não há sentimento. Eles não se importam".Roberta‏ Schell questionou: "Quando começamos a tratar pacientes como coisas e não como pessoas?". 'O Natal acabou para nós'

Em uma postagem anterior, no domingo, a filha havia relatado que os pais choraram ao falar da mudança. "Minha mãe disse: o Natal acabou para nós, esse será o pior Natal que teremos. Por que eles não poderiam esperar o fim das festas?", escreveu Dianne na mensagem, que desde então teve mais de 17 mil compartilhamentos.

Ela disse ter recebido na sexta-feira uma ligação do departamento que supervisiona os cuidados médicos de longa duração informando que seu pai, cuja saúde piorou recentemente, teria de ser transferido para uma casa com cuidados mais avançados.

A filha diz que, após pedir repetidas vezes que adiassem a mudança para depois do Natal - o que foi negado -, o departamento solicitou que ela decidisse para onde seu pai seria transferido. E que, como ela demorou algumas horas para dar uma resposta sobre isso, representantes do serviço abordaram o casal de idosos e "o forçou a tomar a decisão".

"O meu pai foi reavaliado há uma semana, e agora requer cuidados de nível 3. Minha mãe permanece em nível 2. A Victoria Villa (onde viviam juntos) é uma casa de cuidados de nível 2, então entendo que meu pai precise se mudar", afirmou Dianne na postagem da segunda-feira.

Ela disse ter recebido a informação de que haveria recursos para atender às necessidades de seu pai por mais alguns dias e, assim, permitir que permanecessem eles juntos até o Natal, mas que isso não foi oferecido à família.

"Nós estamos aguardando respostas para esclarecer como algo assim pode acontecer. Meu pai pode ter necessidades (especiais), mas, como qualquer outro cidadão, tem o direito de aproveitar sua vida. E passar esse período (do ano) com sua mulhera era parte disso", acrescentou ela, que também pediu às pessoas que continuem apoiando. "Isso não deveria voltar a acontecer com nenhum ser humano", completou.

Resposta

Um representante do asilo em que o casal vivia junto também usou o Facebook para comentar o assunto.

Ele postou: "Uma vez que um residente está além do nosso nível (de cuidados) e o (departamento de) desenvolvimento social reavaliou seu nível, eu tenho que seguir as regras e regulamentos estabelecidos pelo governo".

"Não seguir as regras é contra a lei, eu poderia perder minha licença se não fizesse isso. A decisão foi tomada e está fora das minhas mãos."

 

Por BBC (Foto: Dianne Phillips/Facebook)

Temer começa liberar emendas dos deputados

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Tebaldi destina mais de 5 milhões para hospitais de Santa Catarina

marco tebaldi foto ag. camaraUm reforço de caixa que vem boa hora para os hospitais são as emendas parlamentares. Pelo menos 17 instituições de saúde receberam depósitos do Ministério da Saúde em suas contas. São valores destinados pelo gabinete do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB).  São R$ 5.220.000,00 que começaram a entrar nas contas dos hospitais desde a semana passada.

“Estamos assistindo diariamente problemas sérios no atendimento à saúde básica da população. E quando os hospitais recebem um recurso extra, temos a certeza de vem em boa hora e vai ajudar muito no pagamento das contas, compra de equipamentos que venham melhorar o atendimento”, avalia o deputado Tebaldi. Do valor destinado os hospitais indicados receberam R$ 2.660.000,00 que já estão depositados em suas contas, o saldo sereá depositado posteriormente.

Nesta fase foram beneficiados hospitais e maternidades de Joinville, Itajaí, São Bento do Sul, Balneário Camboriú, Orleans, Urubici, Praia Grande, Três Barras, Canoinhas, Caçador, Jaraguá do Sul e Campo Alegre.

Hospital

Município

Emenda

Depósito

Bethesda

Joinville

300.000,00

150.000,00

Infantil

Joinville

300.000,00

150.000,00

Regional

Joinville

300.000,00

150.000,00

Darcy Vargas

Joinville

300.000,00

150.000,00

São Jose

Joinville

300.000,00

150.000,00

Marieta

Itajaí

500.000,00

250.000,00

Sagrada Família

São Bento

500.000,00

250.000,00

Ruth Cardoso

Balneário

1.000.000,00

500.000,00

Santa Otília

Orleans

150.000,00

125.000,00

São José

Urubici

120.000,00

60.000,00

Nª. S ]. Fátima

Praia Grande

150.000,00

75.000,00

Felix da Costa Gomes

Três Barras

150.000,00

75.000,00

Santa Cruz

Canoinhas

250.000,00

125.000,00

Maicè

Caçador

350.000,00

175.000,00

São José

Jaraguá

300.000,00

150.000,00

Hosp e Mater. Jaraguá

Jaraguá

150.000,00

75.000,00

São Luiz

Campo Alegre

100.000,00

50.000,00

5.220.000,00

2.660.000,00

Assessoria de Comunicação- Dep. Fed. Marco Tebaldi 

 

Aécio Neves fala do futuro do PSDB e se defende de acusações em entrevista

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

20171217230942837515oPara o senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu partido tem grandes chances de sair vitorioso das urnas no próximo ano. Por não ver alternativas para a sustentação do crescimento econômico do país sem reformas, os eleitores, acha, tendem a escolher um candidato de centro.
 
Ele defende o apoio que os tucanos deram ao presidente Michel Temer até recentemente, sob o argumento de que isso foi essencial para ajudar o país a sair da recessão. “Agora é o momento de o PSDB defender seu projeto nacional sem se envergonhar de ter participado de um processo de esforço para a retomada da economia”, afirma.
 
Aécio se defende das acusações apresentadas pelo Ministério Público e afirma que sua inocência ficará clara ao longo do processo.
 
O senhor espera ter o presidente Michel Temer no seu palanque?
 
Acho que o presidente Michel Temer não vai participar de palanques. E a pergunta é até uma oportunidade para repor algo que acho essencial para a compreensão do papel do PSDB em todo esse processo, porque, dentro do próprio partido, existem incompreensões. Vejo alguns gritando pela impopularidade do presidente e “fora Temer”; não temos nada com isso. Tinha um Brasil que não caminhava. Demos um apoio a essa agenda de reformas e nunca deixamos de dizer que o PSDB tem um projeto nacional. Agora é o momento de o PSDB defender seu projeto nacional sem se envergonhar de ter participado de um processo de esforço para a retomada da economia. O PSDB ajudou na construção desse novo ambiente econômico, mas acho que um governo do PSDB, do ponto de vista nacional, é que pode alavancar essa retomada do crescimento de forma muito mais vigorosa do que temos hoje.
 
Como explicar para o eleitor que o partido ficou no governo Temer até as vésperas das eleições e agora sai?
 
Apoiamos o Michel por responsabilidade com o Brasil. Apoiamos uma agenda que possibilitou a retomada do emprego, do crescimento, com inflação e juros mais baixos. Essa é a herança que vamos compartilhar na campanha eleitoral, porque, sem o apoio do PSDB, nada disso teria acontecido, até pela inserção do PSDB na sociedade. Se tivéssemos feito o que sempre faz o PT, se o PSDB tivesse se decidido em razão do seu interesse, podia ter deixado o governo Temer naufragar, mas quem naufragaria seria a população desempregada, as empresas fechando. Ajudamos nessa transição sempre dizendo: esse não é o nosso governo, o nosso governo precisará ser eleito.
 
A candidatura do governador Geraldo Alckmin ainda não decolou. As pesquisas mostram Lula e Bolsonaro na frente. O PSDB pode se tornar coadjuvante nessas eleições?
 
Acho que não. O governador Geraldo Alckmin precisará realmente fortalecer seu discurso e andar pelo país, mas há um espaço grande da construção de uma aliança ampla no centro, incluindo o compromisso com essas reformas. Só elas vão permitir ao Brasil voltar a crescer, o resto é balela. A candidatura do Lula será sempre uma incógnita em razão dos problemas que ele enfrenta. Vejo na candidatura Bolsonaro, com quem tenho boa relação pessoal, uma manifestação muito mais de protesto contra tudo que está aí do que algo já preparado para um enfrentamento presidencial. Acho que aquela força de centro que conseguir aglutinar maior número de apoios e falar diretamente à população da necessidade de reformar o Estado brasileiro é que terá maior chance.
 
A se confirmar a polarização entre Lula e Bolsonaro, o PSDB fica com quem? O partido se uniria a uma candidatura de extrema-direita só para não deixar o PT voltar ao poder?
 
Eu espero que a população brasileira não esteja frente a esse dilema. Acho que haverá espaço para uma construção de centro, e é nela que o PSDB tem de buscar seu protagonismo, com alianças verdadeiras, mas, sobretudo, com aliança com a população. O quadro está totalmente indefinido ainda. O PSDB tem de andar rápido e não temer se reencontrar com sua história. Tem de refazer seu caminho de compromisso com as reformas, o Estado eficiente e uma visão mais liberal para a economia com uma inserção maior no mundo, no sentido de atrair investimentos.
 
O senhor trabalha com a hipótese de ser condenado nas investigações da Lava-Jato?
 
Nenhuma. As acusações que me fazem, todas dizem respeito a financiamento de campanha. Eu era presidente de partido e o apoio às campanhas estaduais e nacional era feito por empresas privadas. Elas doavam para os partidos políticos e esses recursos eram registrados na Justiça Eleitoral, estão todos lá. Os investigadores avançam e chegam à conclusão de que o recurso foi aplicado em campanha eleitoral. Tenho plena confiança de que tudo isso vai ficar esclarecido. Houve uma movimentação de criminalizar as doações eleitorais em determinado momento, misturando o que é lícito com o ilícito. Tem algo em comum em todos os depoimentos. Todos dizem que Aécio nunca deu contrapartida. É isso que está levando a que inquéritos caminhem para o arquivamento.
 
Em relação à JBS, o senhor precisava do empréstimo e pediu a Joesley, mas por que o dinheiro foi entregue em uma mala?
 
Na verdade, e uma gravação que havia sido omitida por ele mostra isso, minha irmã ofereceu a Joesley um apartamento que já havia sido oferecido a quatro ou cinco empresários. Com o objetivo de obter sua delação, ele disse “não tenho interesse, mas empresto o dinheiro, quando venderem o apartamento, você me paga”. Ele que fez questão de que fosse daquela forma, em dinheiro. Ele disse na gravação, “tem dinheiro das minhas lojas e eu vou te emprestar”, dinheiro privado. Obviamente, por que insistiu que fosse daquela forma? Para criar a imagem, fazer a fotografia e vender isso para a Procuradoria-Geral da República como estímulo aos benefícios que eles tiveram. Ele insistiu em que fosse dessa forma. Foi um erro aceitar. Foi a forma como ele propôs que eu pagasse os advogados. Agora, onde está o crime? Foi uma armação com conhecimento de membros do MP para que conseguissem sua delação. Em 24 de março, o sr. Joesley participa de uma reunião na PGR durante várias horas, assina um pré-acordo de delação, sai dessa reunião e vai fazer comigo essa gravação, que é um ato ilícito. E, mesmo nessa conversa, não conseguiu encontrar nenhum crime, tanto que a denúncia da Procuradoria não cita contrapartida nem crime algum.
 
O último relatório da PF diz que apreenderam chips de celular na sua casa em nome de laranjas. Como explica?
 
Não recebi isso ainda. Não sei de quem são esses telefones, estou esperando que possamos ter acesso para explicar. Porque era uma casa usada desde a campanha eleitoral por muita gente, quero entender isso para dar explicações cabais. Mas eles próprios investigaram ligações desses telefones e não há ligação que pudesse ser comprometedora. Aliás, em razão desse episódio da JBS, houve essa busca e apreensão, que será um ativo importante na minha defesa, porque não se encontrou nada que pudesse apontar para o cometimento de alguma ilegalidade. Isso vai ficar, no final, provado.
 
Neste ano o senhor viu sua irmã ser presa e foi afastado do Senado. Qual foi o pior momento?
 
Essa, de todas as questões, foi a mais absurda, porque a Andrea, que Minas conhece pela correção absoluta, marcou um encontro com ele, a quem não conhecia, para oferecer um apartamento. Isso é corroborado por um telefonema em que ela o convida para conhecer o apartamento da minha mãe, que estava à venda e ponto. A participação dela é apenas essa. Foi levada de roldão em uma injustiça absurda. Acho que a Justiça vai reconhecer no final. Houve ali uma ação despropositada do Ministério Público Federal em uma questão que o tempo vai mostrar que, se houve crime, ele não foi cometido por mim e muito menos por ela. E sim por esses empresários, agora se sabe, com apoio e solidariedade de membros do Ministério Público.
 
braziliense/Foto: Divulgação