PSDB e mídia engolem a bomba

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Artigos

Por Altamiro Borges

06 08 2015 15 14 25 No seu ódio de classe ao ex-presidente Lula e no seu desejo incontido de "sangrar" o governo Dilma, a mídia privada e a oposição demotucana encobrem a violência, protegem alguns fanáticos golpistas e apostam no caos político. Diante do gravíssimo atentado à sede do Instituto Lula, na semana passada, o PSDB não divulgou sequer uma nota de repúdio. Já os jornalões, revistonas e emissoras privadas de rádio e televisão - que exploram concessões públicas - tentaram minimizar o impacto do explosivo. Como já alertou o blogueiro Rodrigo Vianna, o ódio da bomba foi precedido pelo ódio das palavras, pela cruzada implacável da direita nativa contra a democracia - que choca o ovo da serpente fascista.

Alguns dejetos midiáticos, como o "humorista" Danilo Gentili e o "calunista" Felipe Moura Brasil, chegaram a insinuar que o atentado foi forjado pelo próprio ex-presidente. "A melhor defesa para o PT é se atacar", postou o jornalista do esgoto da Veja. Como resultado deste ato cotidiano de defecar, seus seguidores nas redes sociais até lamentaram que Lula não estivesse no local na hora da explosão. Já outros jornalistas doentes no seu oposicionismo, como Merval Pereira, escreveu em O Globo que a bomba produziu apenas um "buraquinho na porta de metal da garagem do prédio". Em 2010, quando uma bolinha de papel atingiu a careca do tucano José Serra, o "imortal" da famiglia Marinho quase apelou para uma intervenção militar das tropas ianques no Brasil.

Esta postura criminosa da oposição demotucana e da mídia privada, que estimula o ódio fascista no Brasil, já gerou várias críticas nos meios alternativos de comunicação na internet. Vale registrar os excelentes textos de Tereza Cruvinel, Breno Altman, Paulo Nogueira e Rodrigo Vianna, entre tantos outros. Mas até na mídia privada vozes corajosas se levantaram para protestar e mostrar a gravidade da atual situação política no Brasil - e também para criticar a tímida reação do governo Dilma. Aqui cabe reproduzir o artigo de Ricardo Mello, publicado nesta segunda-feira (3) na Folha tucana - o mesmo jornal que minimizou o impacto da "bomba caseira" e já deletou o assunto das suas páginas.

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