Um festival e a arte de cada dia

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Petrolina

Jailson LimaAldeia, um festival e a arte nossa de cada dia          

Uma política de cultura voltada para a educação dos sentidos, em que as ações de apreciação e formação artística seguem em rede. Este tem sido o caminho traçado pelo Sesc Petrolina ao longo de todos esses anos. Agora, ao concluirmos a XI edição do Festival de Artes do Vale do São Francisco – Aldeia do Velho Chico fica um desejo de continuidade e que as ações do projeto se reverberem em novas produções artísticas para a região.

Ultrapassamos uma década de Festival, portanto, já conseguimos visualizar os frutos. Percebemos a mudança no cenário local, como o crescimento e a diversidade de públicos, a maior quantidade de grupos artísticos e, principalmente, a qualidade das produções locais ganhando espaço no cenário nacional. É nítida a economia que a cultura gera e já são muitos os que decidem trabalhar com arte na nossa cidade.

Mas, ainda há muito o que se fazer. Vivemos numa região desenvolvida em áreas como a fruticultura, porém, ao mesmo tempo carente de políticas públicas para a Cultura. A ação sistemática do Sesc vem minimizando esse ônus, mas não dá conta de todo esse déficit. Mesmo sabendo que a arte é inerente às necessidades do homem, que é uma maneira de melhorar sua qualidade de vida, que amplia seu olhar diante do mundo contribuindo para o desenvolvimento das sociedades, ainda se faz pouco para sua democratização. O acesso à arte é um direito.

Então, com a chegada de Agosto, mês da arte no Vale do São Francisco,  o Velho Chico  recebeu com alegria os grupos, os artistas, o público... E a Aldeia comungou, do Sesc Petrolina até o rio, da Ilha do Massangano até o Lambedor. Aportamos mais uma vez em Lagoa Grande e agora comemoramos, pois, quando tudo perecia escurecer, eis que surge a luz. Mais um festival Aldeia do Velho Chico iluminando a cena, envolvendo todas as tribos e celebrando a arte em toda sua diversidade. Assim, mais uma vez sonhamos com a possibilidade de ter sempre a “arte nossa de cada dia”.

Evoé!

Jailson Lima

Professor II – Artes

Coordenação Geral

                      

             

Clas

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