Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o centro-sul do Chile na madrugada deste sábado (27), o maior tremor no país em 25 anos. Pelo menos 85 pessoas morreram, segundo a presidente chilena, Michelle Bachelet. No entanto, informações não oficiais indicam pelo menos 122 mortes. "Quero compartilhar a dor dos familiares das mais de 122 pessoas que perderam a vida neste terremoto... É provável que este número aumente. Temos também muitos feridos", disse o presidente eleito Sebastian Piñera para jornalistas. Foi decretado estado de catástrofe no país
De acordo com o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e a 91 quilômetros ao norte de Concepción
Pelo menos 13 réplicas de magnitudes entre 6,9 e 5,2 graus na escala Richter ocorreram nas horas posteriores ao primeiro tremor, registrado às 3h26 no horário local, segundo o Escritório Nacional de Emergência (ONEMI) do Chile.
"Quero pedir calma", disse a presidente chilena, Michelle Bachelet, ao convocar uma reunião de emergência para discutir as medidas após o tremor. "Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse.
O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.
O aeroporto internacional de Santiago foi fechado por ao menos 24 horas e todos os voos foram cancelados até novo aviso, segundo relatos de funcionários de companhias aéreas. Os voos, quase todos de longa distância e na maioria procedentes de cidades dos Estados Unidos e Europa, estavam sendo desviados para aeroportos na Argentina, principalmente para a cidade de Mendoza. As companhias aéreas brasileiras TAM e Gol anunciaram o cancelamento de seus voos procedentes de ou com destino a Santiago.
O Chile também está problemas de comunicação, com linhas telefônicas sem funcionar. Várias pontes ficaram danificadas, segundo o subsecretário do Interior, Patrício Rosende.
Os danos materiais também estão sendo avaliados pelo governo. Na região de Araucanía, onde houve vítimas, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e eletricidade.